O que será esse sentimento, essa sensação que pilotar uma moto desperta?
A liberdade do vento na cara.
A necessidade do equilíbrio.
A atenção constante, nos levando para o momento presente.
Será a adrenalina da potência do motor, despejando emoção na pilotagem?
Me pego pensando em todas essas possibilidades, entendendo que o que mais me apetece, o que mais motiva e dá prazer na pilotagem é tudo o que está fora da moto, ainda que intimamente ligado a ela.
A camaradagem na estrada, dos constantes cumprimentos entre os motociclistas e até mesmo a outros modais.
Há ainda os momentos de troca ao parar num posto, numa conveniência, onde geralmente se inicia uma conversa que flui organicamente, sem pretensão, mas sincera, presente e, principalmente, natural.
Não posso deixar de notar nas paradas, semáforos e tantos outros momentos em que crianças se divertem, mandam tchau para algum motociclista.
Exceto pela bicicleta – que proporciona situações semelhantes –, qual outro modal possibilita tal troca?
No fim, o que escrevo e penso é que a ligação final é presença.


