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A Insignificância do Ser

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Publicado por Júlio Cesar

Começo no fim
Às vezes no meio
Mas sempre, com a constante certeza da ausência não notada
Da presença não querida

Quista ou não quista, não cabe a outrem
Mas a mim mesmo
Mas como, com qual valor?

Com qual sentido?
Com qual razão?

Sinto medo, angústia

Já não me caibo, não me basto
Não me sirvo
Não me encaixo

A voz, a entonação, a emoção colocada por Cartola nessa música é de outro mundo.

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