Com a porta entreaberta
Um sorriso me espera
Quem é ela
Quem é ela, que com olhar leve consegue dizer tantas coisas
Quem é ela, que com sorriso fácil me tira do chão, me leva ao éter
É uma sensação quase que pueril, de poder desfrutar da presença inteira
Na mão, o toque que escorrega
No toque, a mão que preenche
Com a mão, o som do despertar, quase que inaudível, se ouve ao pé do ouvido
Com quanto tempo?
Qual é o tempo?
Aquele que paralisa e permite que sejamos nós
Ou aquele que aprisiona, que transcorre no tempo quase não visto
Que apaga e diminui
Que quase desfalece
Pétalas que brilham ao sol
Pólens que se multiplicam ao vento
Levando à vida
Criando a vida
Om Namo Bhagavate Vasudevaya

O que eu vejo
Publicado por Júlio Cesar
